domingo, 1 de fevereiro de 2009

CALÇADA DA GLÓRIA RECEBE GALERIA DE ARTE URBANA

A Câmara de Lisboa criou, no passado dia 17 deste mês, uma galeria de arte urbana na Calçada da Glória, que consiste na instalação de painéis destinados à elaboração de graffiti. Esta iniciativa surge no âmbito do Plano Integrado de Intervenção no Bairro Alto que visa o combate ao graffitismo ilegal.

Os painéis colocados na Calçada da Glória pretendem constituir um espaço legal para os graffiters se expressarem de modo a evitar e combater o graffiti ilegal. Estão dispostos pelo muro que suporta o Jardim de S. Pedro de Alcântara, mas prevê-se o alargamento do espaço até ao Largo da Oliveira e, ainda, estender o projecto a outras áreas de Lisboa.

O Plano Integrado de Intervenção no Bairro Alto, no qual se insere esta iniciativa, estabelece punições para praticantes de graffiti em flagrante delito e a limpeza dos edifícios, bem como mais segurança através de sistemas de videovigilância, reforço do policiamento, melhor iluminação e alteração do horário dos estabelecimentos comerciais.

A temática do graffiti sempre suscitou discussão, debatendo-se se é arte ou vandalismo. Também relativamente às iniciativas referidas, as opiniões divergem.

Joaquim Vieira, morador no centro de Lisboa, considera que a instalação dos painéis foi benéfica para a cidade, uma vez que “o Bairro Alto está muito sujo e, assim, em vez de se pintar nas paredes, criam-se locais próprios para o fazer”. Já para Pedro Marques, um jovem frequentador do bairro em questão, se por um lado são do seu agrado as telas colocadas, por outro, admite que “a remoção dos graffiti do Bairro Alto vai retirar muito do que o caracteriza”.


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Caixa de texto:
Graffiti como valorização do espaço urbano degradado

Foi instalada, no dia 13 de Setembro, na rua de São Bento, uma “Galeria Viva de Arte Urbana” que pretendia, através do graffiti, valorizar o património degradado.
O espaço Yron convidou os artistas urbanos participantes na sua exposição Wild Painting Party Lx (entre outros) para pintarem fachadas de edifícios degradados ou desocupados, na rua de São Bento. A iniciativa inseriu-se no evento das Noites de São Bento, organizado pela Associação dos Comerciantes da mesma rua, da qual a galeria Yron faz parte.

A intervenção pretendia que os artistas, através do graffiti, descrevessem o percurso urbano entre o passado e o presente que caracteriza a Rua de São Bento.

Sílvia Escórcio, da Yron, disse à Fora de Linha que « “Rua de São Bento – Galeria viva de arte urbana” é um projecto em desenvolvimento, as Noites de São Bento marcaram o arranque do mesmo, mas o objectivo é manter a dinâmica de intervenção nos espaços desocupados ou degradados da rua, daí ser uma “galeria viva”.

Mariana Alves Garcia

Galeria de fotos por Mariana Alves Garcia:

http://www.hi5.com/friend/photos/displayUserAlbums.do?ownerId=363547138

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